Wesley Ribeiro
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Dinheiro, conforto viagens pelo mundo, sonhos realizados e fama fizeram decolar a vida do músico e compositor Gesiel Cruz da Silva 54 anos. Com tanto sucesso.
Gegê do Cavaco chegou até a abrir uma casa de pagode na Suíça, para onde se mu-dou, conquistando a simpatia dos europeus Mas foi na carreira evangélica que ele alcançou sua maior feli-cidade. Hoje é pastor e mis-sionário. Confira a seguir, a sua história:
*Eu sempre fiz da vida um grande samba-enredo, com muita alegria. Com apenas quatro anos já cantava e tocava pandeiro na igreja que minha família frequentava. Com oito, improvisei uma bateria completa com latas e tampas de panelas. Cheguei a conquistar segundolugar em um festival de música in-fantil, tamanho amor pela música”, conta Gegé.
Aos 15 anos, em busca de independência, Gesiel decidiu abandonar a casa dos pais.
“Me joguei nesse mundão de meu Deus”, conta. Em pouco tempo, ele já estaria tocando em uma banda de rock chamada Califórnia MUSSUM
Mas foi aos 20 anos, tocando em um bar anexo de um hotel, que ele conheceu Mussum, um sambista fa-moso. “A gente se encontrava nos finais de semana para fazer um som e foi aí que me apaixonei pe lo samba. Em Vila Velha, for-meio primeiro grupo de Sam-ba, quando passei a ser conhecido como Gegêdo Cava-co”, lembra.
Gesiel conta que além de se apresentar por toda a orla do município canela-verde, também se apresentou para milhares de pessoas no estádio Engenheiro Araripe, em Vitória, durante visita a Nelson Mandela
Depois de ingressar na Faculdadede Músicado Espírito Santo, em 1993, Gesiel ingressou no Grupo Samba Sim Violência Não, onde teve uma carreira promis-sora. “Nossa música Tele-patia’ fez muito sucesso e tocou em várias emissoras derádiodo Estado”.
Na época, o Grupo Explosão também gravou uma música de autoria de Gegê, chamada “Submundo(Ga-rotosde Rua)”. Elafoi muito executada nas rádios. “De-pois disso, fiquei conhecido como o compositor de samba capixaba.
m 1995, Gesiel foi para e Europa. No mesmo ano ele estava de volta ao Espírito Santo e gravou o seu primeiro CD, chamado
“Garotos de Rua”. Em 1997, ele voltou para Europa, onde criou o famoso Pagode do Gegê.
A casa fez muito sucesso no país europeu. Gesiel também apresentou um programa em uma rádio FM em Zurique, das 15 às 17 horas, às quartas e sextas-feiras. “Tocava o melhor da música brasileira” lembra.
Em 1995, Gesiel foi para e Europa. No mesmo ano ele estava de volta ao Espírito Santo e gravou o seu primeiro CD, chamado
“Garotos de Rua”. Em 1997, ele voltou para Europa, onde criou o famoso Pagode do Gegê.
A casa fez muito sucesso no país europeu. Gesiel também apresentou um programa em uma rádio FM em Zurique, das 15 às 17 horas, às quartas e sextas-feiras. “Tocava o melhor da música brasileira” lembra.
Gesiel de repente, passou a se sentir muito triste.
Em 2006, durante uma turnê com o cantor evangélico Salgadinho, em Roma, a vida de Gesiel mudou.
“Comecei a ver as coisas se modificarem em minha vida. Eu já não queria mais tocar. Naquele ano, fundei uma revista brasileira e contratei uma banda de rock para tocar no Pagode do Gegê. Eles tocavam samba também, mas não agradavam ao público. Pediam para eu tocar, mas eu não queria e dava assim minha carreira por encerrada”.
“Não me faltava dinheiro, mas aquela tristeza não saia de mim. Após a morte de minha irmã, cai numa profunda depressão, até o dia que aceitei um convite e fui a uma igreja. Me converti e tive experiências verídicas com Deus. Hoje tenho um Ministério de Louvor em Zurique. Hoje sou feliz. Com toda a fama que tive, nunca consegui ter a paz que tenho hoje”.
Gesiel, que fez sucesso quando era conhecido com Gegê do Cavaco, vive na Europa, onde comanda um Ministério de Louvor
“Fiquei conhecido no Estado como o compositor de samba capixaba”
“Tinha tudo: dinheiro, fama, férias no Brasil. Mas não estava mais feliz”
“Mesmo vivendo uma vida mais simples, hoje me sinto feliz e realizado”